E assim foi o melhor show de todos…

No ultimo dia 29 de maio, uma das maiores bandas de Rock de todos os tempos, o AEROSMITH, subia ao palco do estádio Palestra Itália para mais uma apresentação da turnê “Cocked, Locked, Ready to Rock!” .. E eu tive o prazer de poder estar lá.

A banda, já na casa dos 40 anos de carreira, viveu nos últimos anos uma série de disputas e desentendimentos entre os integrantes da banda nos bastidores. Porém quando subiram ao palco parece que nada disso importava. Quem estava lá pode presenciar uma verdadeira aula de Rock’n Roll. Sendo fã ou não da banda, qualquer um que esteve presente saiu de lá rouco e com o coração batendo na garganta.

Quando os primeiros acordes de “Eat the Rich”  ocuparam o estádio, todo o resto se calou. Pude observar até alguns dos vendedores de refri, aqueles caras chatos que ficam andando na sua frente e pisando nas suas coisas, pararam para ouvir, pelo menos por alguns instantes.

A banda se impôs, mostrando que era ela quem mandava alí, e Steven Tyler era a sua maior estrela. Vestindo seus tradicionais e nada discretas roupas, o vocalista não diminuiu o tom, nem deixou os refrões das músicas para a platéia. Steven não poupou sua voz, com direito até a uma versão à capela de “What it Takes”, um dos melhores momentos do show.

E o mais legal é que a banda conseguiu agradar a todos que estavam presentes. Desde os fãs mais jovens, que puderam acompanhar a banda com “Pink”, “Falling in Love”, “Crazy”, e “Cryin’”, até os fãs mais antigos da banda, com os clássicos “Dream On” e “Kings and Queens” e “Sweet Emotion”.

A banda ainda teve a personalidade de deixar sua música mais popular no Brasil de fora do show, para decepção dos que queria ouvir “I Don’t Wanna Miss a Thing”. Eu mesmo senti falta de várias músicas que curto bastante, como “Angel”, “Hole in My Soul”, “Girls of Summer”, “Rag Doll”, “Dude (Looks Like a Lady)”, “Fly Away from Here”, “Sunshine”, “Full Circle” … Mas não tinha outro jeito. Só mesmo fazendo outro show com todas essas músicas que ficaram de fora.

Vale destacar também que o som do estádio estava muito bom. Bem melhor que o som baixo e abafado que senti no show do Coldplay no Morumbi. Aliás, algumas outras coisas foram bem diferentes do show de Chris Martin, não só porque dessa vez eu sabia todas as letras. Lá eu tinha saído do estádio cansado, satisfeito e até um pouco decepcionado. O Coldplay não foi do jeito que eu imaginava ou queria em vários aspectos. Mas dessa vez foi diferente: quando a banda se calou eu não queria deixar o estádio, mesmo estando plenamente satisfeito com a apresentação. Foram alguns minutos de silêncio diante do fechar das cortinas.  Era uma mistura de ‘quero mais’ com uma felicidade enorme por ter tido a chance de viver tudo aquilo.

Vai ser difícil eu me esquecer da sensação de ouvir a platéia berrar “EAT THE RICH” na abertura, quando a ficha ainda nem tinha caído. Ou de ouvir milhares de vozes cantando “Dream On”, acompanhando Steven nos refrões de “Back in the Saddle”, “Crazy” ou “Walk this Way”.

O Aerosmith não deixou espaço para críticas e fez uma apresentação impecável, magnífica. Mostrou que o Aerosmith ainda pode tocar por muito tempo, e mesmo se terminar em alguns anos, vai terminar tocando muito!

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Sobre João Paulo

Data Intelligence na Ogilvy. Bacharel em Comunicação Social - Midialogia pela UNICAMP. Me dedico à compreensão, planejamento e execução de estratégias de comunicação em plataformas de mídias sociais. Leio muito sobre sobre Social Media e Transmedia Storytelling. Ver todos os artigos de João Paulo

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