Walk On

Como você pode perceber, curto colocar nomes de músicas nos títulos dos posts. Bora escrever mais um.. recheado de mensagens subliminares…

Bom, tenho praticamente 22 anos, estou na metade da minha primeira faculdade… Mas não vim aqui para contar do meu drama,.. vim aqui pra falar da solução, da aprendizagem, que é algo de extremo valor para ser transmitido. Isso é uma coisa pessoal e bem direcionada, mas resolvi colocar aqui pro mundo todo ver.. Não importa!

Se existe uma coisa que é difícil pra caramba é deixar ir alguém que não queremos que vá.. Tá certo que é egoísmo demais querermos ter uma pessoa próxima da gente e só da gente por muito tempo. É até difícil pra ela ter que ouvir nossas bobagens e nossos problemas.. Como se cada um já não tivesse problemas o bastante.. Mas enfim, não é uma missão bacana. Ao mesmo tempo, tenho certeza que essa é uma das mais fortes provas de amor que existem. Depois de parcialmente superados o egoísmo e a dor, nada mais importa do que ver a pessoa pela qual nos apegamos ser feliz sozinha. É um sinal de maturidade, de responsabilidade para com o outro. E aí vem um resto de esperança e até mesmo uma certeza: não podemos perder algo que nunca foi nosso, e ao mesmo tempo, se realmente conquistamos a pessoa, uma hora ela voltará.. é inevitável. O tempo revela quem nos realmente somos e o que queremos.

Por mais que tenhamos CERTEZA do que queremos, algumas coisas estão fora do nosso alcance, pelo menos por um tempo indeterminado. Por mais que nos esforcemos para não sermos simplismente “mais um” nas estatísticas, mais um personagem numa história escrita… o bom lutador sabe a hora certa de jogar a toalha, e talvez esperar pela próxima chance de subir ao ringue.

Tá certo que é preciso ceder às vezes.. de ambas as partes; abrir mão de algumas coisas para receber outras em troca…enfim… O que é essa tal liberdade?? Como cada um define o que é ser livre?? Será que ser livre é ser inconsequente com você mesmo?? Sei lá … Admitir isso, como eu já falei, é reflexo de uma maturidade fundamental…

Aqui eu quero citar um trecho de um texto de um cara chamado Marcel Albuquerque, que eu faço idéia de quem seja, mas que eu encontrei pela internet:

“Sobre amores, aprendi uma coisa em particular: amor nenhum acaba.
Você muda a forma de administrar, você guarda em outro canto do peito – às vezes, escondido. Mas ele fica lá. É como se o coração fosse um papel que ganhasse assinaturas ao longo da vida; Umas, recentes, ainda mancham. Outras, muito fortes, afundam o papel. Como se vê, independente da fôrma, do tamanho e se é escrita por linhas tortas, permanece lá. Trata-se d’uma oposição – um adendo, talvez – a uma alegoria famosíssima de Heráclito. Diz ele que um homem jamais entra no mesmo rio duas vezes, visto que nem o homem nem o rio permanecem iguais, pois existe um constante e ininterrupto processo de mudança. De forma alguma afirmo que estamos prontos e sequer indico que cada indivíduo tem uma essência, pois somos efeitos das interações que nos envolvemos, mas algo é fato: algumas coisas são carregadas conosco e não há nada que possa tirá-las d’a gente.”

Tá, até aqui já deu pra perceber que quem fala hoje é um cara que perdeu alguém que não gostaria de ter perdido e tenta pelo menos extrair um aprendizado. Mais que isso, quem fala aqui é um cara que mudou radicalmente nos últimos tempos. Alguém que tomou consciência da sua própria idade e das coisas que estava perdendo. Agora acredito que é fundamental termos alguém por perto, não precisa ser o tempo todo, mas apenas termos a certeza que a pessoa está lá fora esperando. Talvez não seja o que queremos no momento, mas é o que nós precisamos. Acredite: exatamente um ano atrás eu pensava exatamente o oposto disso. Mas agora eu me dei conta: talvez porque eu tenho muitas idéas grandes, faço planos ousados e corro atrás de alguns abjetivos…. e quando eu conseguir? E quando eu conquistar alguma coisa realmente grande? …  Com quem eu vou comemorar? Quem eu vou agradecer pelo apoio e até mesmo dizer: “fiz isso por você! “? Logicamente com tempo para acontecer, com tempo para conhecimento mútuo.. pra amadurecer o sentimento e se acostumar com a mudança.

Qualé o problema de querer fazer alguém se sentir extraordinário o tempo todo?

Agora eu volto naquele raciocínio lá do começo. Se algum dia realmente conquistamos aquela pessoa, um dia ela volta. Caso contrário,… não! Aí nós podemos ter certeza que existiu uma afeição, amor de fato. Isso é tudo obra do tempo. Afinal, às vezes, até os mais radicais ficam mansos.. temos um exemplo disso na presidência; até as situações mais adversas são revertidas.. temos um exemplo disso no Fluminense…. Como já disse algumas linhas atrás: O tempo revela quem nós realmente somos, pensamos e queremos da vida… Esse mesmo tempo age diminuindo as pequenas paixões e aumentando as grandes, da mesma forma como o vento apaga uma pequena chama e atiça uma fogueira.

E se realmente conquistamos uma pessoa.. vai saber. Pode ser que uma ventania mais forte e inesperada a traga de volta. Isso é imprevisível, e é até melhor que seja assim… É melhor que sejamos surpreendidos de uma forma boa, mesmo que demore. E se isso acontecer, a gente pode provar definitivamente que estava certo.. ou não! E se tudo fosse tão fácil, tão previsível.. que graça teria??

E quando eu paro pra escrever tanto assim, eu não tô brincando.. eu tô falando sério e muito consciente do tema.

Pra finalizar, um trecho de uma música simplesmente foda. Adivinha de quem?? Vou até colocar o vídeo para os mais preguiçosos e o meu trecho favorito, que começa aos 1:50min.

“I want you to know
That you don’t need me anymore
I want you to know
You don’t need anyone, anything at all

Who’s to say where the wind will take you
Who’s to say what it is will break you
I don’t know which way the wind will blow
Who’s to know when the time has come around
Don’t wanna see you cry
I know that this is not goodbye”

Leu até aqui?? Deixa um comentário então, quero saber o que você pensa, capiche !?

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Sobre João Paulo

Data Intelligence na Ogilvy. Bacharel em Comunicação Social - Midialogia pela UNICAMP. Me dedico à compreensão, planejamento e execução de estratégias de comunicação em plataformas de mídias sociais. Leio muito sobre sobre Social Media e Transmedia Storytelling. Ver todos os artigos de João Paulo

6 respostas para “Walk On

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