No Line on the Horizon

Talvez esse título te estranhe um pouco num primeiro momento. Mas calma, eu já vou explicar de onde surgiu essa frase (para os que não sabem), o que ela significa pra mim e “what a hell” ela está fazendo aqui. Vou adiantando: é uma idéia que resume bem tudo que está se passando no momento.

Acho que preciso escrever isso, organizar essas idéias para, com calma, entender onde isso tudo estará me levando e como eu devo dar os próximos passos.

Talvez eu esteja sendo precipitado ao falar disso, não sei, vamos arriscar…

As últimas 3 semanas foram, em absolutamente tudo, diferente das anteriores.. Fazia tempo que não aconteciam tantas coisas boas em tão pouco tempo. Mas muito tempo mesmo! Tipo… centuries ago!

Quando vários fatores, principalmente meu curso, me levavam a ser uma pessoa acomodada, algumas oportunidades resolveram dar as caras. A primeira delas veio muito tempo atrás, em dezembro do ano passado, quando fui chamado por um amigo da faculdade para gravar um curta-metragem. Pois é, valeu demais a experiência, mas não é disso que eu quero falar hoje.

Na segunda semana de agosto recebi um convite que me deixou muito animado. Até escrevi sobre isso no texto anterior (não viu?, leia aí em baixo). O Invasão 1120, o programa de Rádio no qual trabalhei durante 2 anos e que estava há outros 2 anos parado voltou, e eu fui chamada para compor uma nova equipe. Passados 4 programas, juntamente com a ansiedade e o nervosismo da estréia, o programa já tem um formato consolidado, e mais… a experiência está sendo ótima! Não é exagero, o programa está muito bom! Lutando contra a falta de experiência, contra os problemas de equipamentos, contra a falta de fé de muitas pessoas e, principalmente, contra a falta de tempo para produzir o programa, estamos tendo resultados acima das expectativas. Hoje o programa flui com uma naturalidade absurda, e a equipe de 8 pessoas mostra uma química incrível. Lembro que da outra vez que nós começamos esse mesmo programa, em março de 2004, demoramos meses para atingir o nível que estamos agora. E não é só isso: estamos melhores do que nunca, pois a galera que está envolvida no projeto é nova, é mais dinâmica, é mais talentosa, chega a ser uma satisfação trabalhar com eles (não estou puxando o saco de vocês, é sério isso!)

Voltando para os meus projetos na faculdade (Ah, eu faço Comunicação Social – Hab. Midialogia na Unicamp), estou junto com mais 3 amigos/as dando os primeiros passos no projeto de um documentário musical. Essa idéia já está criando expectativas e me deixando ansioso para começar a trabalhar. Mas não vou me alongar nesse assunto por enquanto, pois precisamos amadurecer bastante as idéias.

Outra coisa importante: no próximo dia 8 de outubro irei realizar juntamente com um amigo da faculdade uma oficina com o tema “Mídia e Juventude” numa feira de estudantes na cidade de Rio Claro. O convite veio de uma amiga muito especial, que só tenho a agradecer. Também não vou me alongar mais nesse assunto, pois isso merecerá um texto especial daqui uns dias.

Agora chega o momento de explicar aquele título estranho. “No Line on the Horizon” é o nome da primeira faixa e do novo álbum do U2. Tá, todo mundo sabe que eu sou fã demais dessa banda… Apesar daqueles que criticam os caras, dizendo que eles abandonaram o rock de origem e se tornaram comerciais (eu também sou comercial e um capitalista do mau), e aqueles que os acusam de se intrometer em assuntos políticos e sociais. Acho que qualquer pessoa com influencia no mundo, e portanto capaz de fazer qualquer coisa para melhorá-lo deve fazê-lo! Acho uma bobagem não misturar música com política. Tá, também não vou falar de U2 nesse texto, talvez em um próximo..

Mas e essa letra? Antes que dizer o por que do título preciso dizer o que essa frase significa pra mim.

Antes de tudo “No Line on the Horizon” é otimista. Nos tempos atuais, com o advento da internet e da informática, vivemos a velocidade pura aonde não há horizonte, nem ponto limite, ou um fim no término da linha. Arrisco dizer que o conceito de futuro mudou; ou seja, o futuro é o hoje. Tão próximo que podemos dar um grande beijo nele, ou ainda podemos dizer que o tempo é irrelevante, não é linear.

No Line on the Horizon” remete a idéia de que não há fronteiras, não há limites. Ao mesmo tempo é o símbolo da incerteza. Eu não vejo mais o fim e eu não sei para onde estou indo, sei apenas que esse é o caminho que eu pretendo trilhar. O passado já era. Apesar de assustado com as novidades, vale a pena arriscar. Experimentar novas coisas sem saber onde isso irá. Estar pronto para tirar os pés do chão, desapegar de muitas coisas que me parecem mais seguras e caminhar rumo ao desconhecido. É um processo de reinvenção e revitalização. Vale a pena “arriscar” quando você encontra uma coisa boa. Parece que está bom do jeito que está, mas na verdade tudo é um incentivo para continuar lutando, arriscando, inovando. Tudo isso me faz querer ser uma pessoa melhor.

Acho que agora o título já faz todo o sentido, né!? É um momento otimista acima de tudo, cercado de incertezas, porém com muita vontade de fazer tudo dar certo. É hora de pensar grande e arriscar! Arriscar mesmo! E mais do que nunca eu acredito que existem coisas e “pessoas” (principalmente uma pessoa especial aí que ainda vai ser muito mais importante) pelas quais vale a pena arriscar. Alias, um um tal de William Shakespeare aí falou isso: … “Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o que, com freqüência, poderíamos ganhar, por simples medo de arriscar.”

Você leu até aqui? Agora você se pergunta: tá, o que eu tenho a ver com isso? Bom, dependendo de que você for, você não tem nada que ver com isso! .. Ou talvez tenha..

Se você tem… obrigado. Se não ter, obrigado por ter lido. Espero não te assustar com esse monte de frases jogadas que me passaram pela cabeça agora, e espero que isso tenha sido relevante de algum jeito.

“É muito melhor arriscar coisas grandiosas, alcançar triunfo e glória, mesmo expondo-se à derrota, do que formar fila com os pobres de espírito, que não gozam muito e nem sofrem muito, porque vivem na penumbra cinzenta que não conhece nem vitória nem derrota.” – Theodore Roosevelt

Sem mais 🙂

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Sobre João Paulo

Data Intelligence na Ogilvy. Bacharel em Comunicação Social - Midialogia pela UNICAMP. Me dedico à compreensão, planejamento e execução de estratégias de comunicação em plataformas de mídias sociais. Leio muito sobre sobre Social Media e Transmedia Storytelling. Ver todos os artigos de João Paulo

Uma resposta para “No Line on the Horizon

  • Marilene

    Olá Johnny! Desculpe essa invasão no seu blog, mas não pude deixar de dar uma olhada pra conhecer melhor, quem é esse carinha tão empenhado em fazer o programa Invasão dar a audiência que está dando.A radionovela é um barato…e pelo que vi são tantos outros projetos…suas fotos são lindas! Parabéns Johnny, vc. não me conhece mas te admiro, um cara tão novo e talentoso…Tenho certeza que vc. saberá transpor todos os obstáculos que surgirem.
    AHH, tbm sou fã do U2, agora, qto. ao time(eca!)ninguém é perfeito rsrsr.Abraço Molly

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