Is there anybody out there?

Atenção: o que virá a seguir é um relato de um fã do bom e velho Rock ‘n’ Roll completamente extasiado após um concerto fenomenal de Roger Waters.

Um espetáculo para encher os olhos, ouvidos e o coração. Cito uma frase de outro grande vocalista: “o Rock foi feito para ser grande. O ímpeto é um dos aspectos.” O Rock foi feito para emocionar, encantar e mudas as pessoas, que compartilham num determinado momento de sua mágica envolvente. E foi isso que presenciei ontem, num histórico 1º de abril, que sim, aconteceu de verdade. 😛

Caro leitor, espero que você entenda que, por mais que me esforce, você não terá ao final desta leitura a mesma emoção que senti naquela noite e que gostaria de transmitir. Um espetáculo como aquele deve ser sentido ao vivo. Não que isso seja a desculpa de um cara totalmente amador na arte de descrever, mas é que fico aqui numa impossível missão de descrever o indescritível. Mas vamos lá!

O espectador que chega ao estádio sente-se envolvido e diminuto ao se deparar com o palco. Um gigantesco muro de 137 metros de extensão e 11 de altura que atravessa o estádio. Não há como não se emocionar com algo tão carregado de significado. The Wall é a metáfora criada pelo próprio Waters para o isolamento afetivo do indivíduo, e também para a barreira que separa o artista de seu público.

Impressionantes projeções e efeitos visuais são apenas mais um recurso para contar o álbum The Wall. Sim, The Wall não pode apenas ser tocado, mas contado e vivido. O álbum é extremamente visual e tem caráter narrativo, tanto que fora adaptado para o cinema numa versão em live-action de 1982. É uma ópera rock focada no garoto Pink, personagem baseado no próprio Waters.

Tudo em The Wall é superlativo. E cada efeito sonoro, cada explosão, bem como os balões e helicópteros, cada um destes é um elemento fundamental que compõe o grande quebra-cabeça de The Wall.

Fogos, explosões de luzes e um avião que passa sobre a cabeça dos espectadores até colidir com o gigantesco muro. Foi, sem dúvidas, o começo de show mais espetacular que já presenciei. Assim começava a viagem que duraria 28 canções e mais de duas horas.

“Pink isn’t well he stayed back at the hotel

And they sent us along as a surrogate band

And we’re going to find out where you fans

Really stand”

Não demorou muito para que um dos grandes clássicos do Pink Floyd fosse entoado por todas as 70 mil vozes presentes. Em “Another Brick In The Wall – part II”, um gigante boneco inflável dança sobre o palco, intimidado por um coral de crianças vestindo camisetas com os dizeres “Fear Builds Walls”, enquanto o estádio por completo se preenchia pelos versos da obra-prima.

Hey! Teachers! Leave them kids alone!

All in all it’s just another brick in the wall.

Parece exagero, mas me lembro de ter observado tímidas lágrimas escorrendo pelo rosto de um senhorzinho sentado na fileira da frente. Com certeza foi um daqueles que acompanhou os grandes tempos da banda, e talvez tenha esperado por décadas para ver pessoalmente este disco acontecer ao vivo.

Enquanto as canções do primeiro disco aconteciam, o gigantesco muro ia se erguendo ainda mais. Até o intervalo, o espaço que existia no centro do palco, por onde se podia ver o restante da banda, já não existia mais. A metáfora do muro estava completa, acompanhada por canções que falavam sobre guerra, abandono e isolamento. A última delas, Goobye Cruel World.

Goodbye all you people

There’s nothing you can say

To make me change

My mind

A segunda parte do show teve o êxito de proporcionar momentos ainda mais espetaculares. Agora o muro estava completo, e suas projeções iam cada vez mais fundo nos temas já citados, pegando mais pesado na critica à toda forma de governo.

Em “Bring the Boys Back Home”, a projeção mostra o momento em que uma garota é surpreendida pelo retorno de seu pai, após a Guerra do Iraque. Waters cita por diversas vezes a guerra e presta homenagens à pessoas que perderam suas vidas em conflitos, como foi o caso de seu pai, morto durante a II Grande Guerra.

Para mim, esse foi segundo momento mais emocionante da noite, superado apenas pela apresentação que viria a seguir: “Comfortably Numb”. Esta, sem palavras que possam descrevê-la. Talvez o vídeo seja a melhor forma de você tentar entender.

 

 

“TEAR DOWN THE WALL!”

Em “The Trial” um dos momentos mais simbólicos da noite. O muro é derrubado diante da platéia em um só movimento, e os músicos vêm à frente dos destroços para o fim do concerto com a faixa “Outside the Wall”.

Assistir The Wall é como ser transportado para uma experiência bizarra e ao mesmo tempo agradável, para dentro da mente conturbada de Roger Waters.

Porém, tenha cuidado! É uma viagem sem volta. Seja um pouco conturbado, talvez mais crítico com seu governo, ou simplesmente apaixonado pela música do Pink Floyd, quem passa pelo muro não volta o mesmo.

O que mudou em mim? Cedo demais para dizer.

Por fim, posso dizer que, misturando imaginação e realidade, The Wall é inesquecível.

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O último grande ídolo

A notícia já era esperada há tempos. A verdade é que como atleta, Marcos era apenas sombra do goleiro que conquistou a Libertadores, a Copa do Mundo e outros títulos com as camisas do Palmeiras e da Seleção. A idade e a sequencia de contusões abalaram o ídolo física e psicologicamente, deixando bem no passado aquele goleiro que assumira a vaga de Veloso em 1999.

Mesmo assim, a notícia da aposentadoria de Marcos foi demais sentida. Não é apenas mais um atleta que encerra sua carreira. Marcos foi o símbolo de uma geração vencedora do Palmeiras, um cara que com seu jeitão ‘caipira’ conquistou a admiração de todas as torcidas do Brasil. Marcos é uma unanimidade. Um dos últimos jogadores a demonstrar o que é ter amor a camisa, ao recusar uma proposta milionária de disputar a Premier League, para disputar a 2ª divisão por um Palmeiras derrotado. Marcos é um ídolo que não faz questão de ser ídolo e que não faz questão de transformar o fim de sua carreira em um grande espetáculo. Ele apenas para, como todo trabalhador para um dia.

Sou palmeirense desde que me entendo por gente. Sofri com as derrotas e celebrei as conquistas do meu time, grande maioria delas com a presença do goleiro. As grandes defesas e as brilhantes atuações dentro de campo transformaram Marcos num craque, mas seu caráter o elevou a ídolo.  Não de um clube, mas de qualquer brasileiro apaixonado por futebol.

Obrigado por tudo, São Marcos! Foi uma honra.

 

 

 

 


The Real Thing

 

Ao completar 24 anos de vida, milhares de idéias querem espaço ao mesmo tempo em minha mente. As preocupações antigas agora tem novas companheiras: formatura, mestrado, especialização, carro novo, câmera nova emprego, mudança de casa… Talvez a fase mais turbulenta de um homem no auge de seus 24 anos.

Semana passada assisti o documentário “From the Sky Down”, um filme que fala sobre o processo de criação do álbum Achtung Baby do U2 (sim, lá vamos nós usar a banda como exemplo mais uma vez.) Mas é um bom exemplo para mostrar porque essa é muito mais do que apenas mais uma banda de Rock pra mim. Enfim, o filme mostra como a banda conseguiu se manter viva, após o final turbulento dos anos 80, e como a banda conseguiu reinventar seu som e abrir as portas para os anos 90 de maneira triunfal, enquanto as outras maiores bandas de Rock daquela época começaram a nova década sem saber muito qual caminho seguir.

No final dos anos 80, a banda tropeçou em sua própria grandiosidade. Talvez por terem criado dois dos melhores discos de rock da história (War e The Joshua Tree), a banda tenha acreditado estar num patamar que, na verdade, ainda não havia cansado. Com o lançamento de Rattle and Hum em 1989 isso fica bastante claro. A banda tropeçou em sua grandiosidade, em sua arrogância, e quase chegou ao fim motivado por diferenças artísticas, algo bastante comum em grandes bandas  de rock. Como bem diziam criticos daquela época, Rattle and Hum era o som de 4 caras que “ainda não haviam encontrado o que estavam procurando.”

A solução encontrada pela banda no início dos anos 90 foi passar a borracha em tudo que havia acontecido na década anterior. Não renegar aquele som, mas definir claramente que aquele período havia acabado, e a banda precisava encontrar um novo caminho naquele momento. Era preciso abandonar o U2 antigo, e antes de descobrir como seria o novo U2, a banda não tinha mais nada. Foi nesse momento que os irlandeses provaram porque são uma das maiores bandas de todos os tempos: conseguiram captar as influências da música naquele período, um período de turbulento devido a queda do muro de Berlim e o consequente choque cultural na Europa, e criar um novo estilo musical, emplacando algumas das melhores canções da banda em mais de 3o anos de carreira, como One, Mysterious Ways, Love is Blindness, Until the End of the World e The Fly.

Pois bem, todo esse discurso introdutório até agora foi para mostrar exatamente como estou hoje. Assim como um U2 no final dos anos 80, é hora de repensar as escolhas e tentar encontrar o melhor caminho nesse período pós-universidade. Apesar de grandes conquistas que tive até hoje, como ter conseguido entrado em uma das melhores universidades do Brasil e ter me destacado nela, essa fase acabou. Não estou falando apenas sobre estudo e mercado de trabalho, mas também de questões pessoais, de minha rotina, do modo como me relaciono com as pessoas, enfim… É hora de parar. Não sei onde quero chegar e não sei qual será a maneira correta de encarar os próximos anos. É um processo um pouco mais longo, que precisa começar com mudanças na minha essência, mudanças que vão refletir no eu a partir de agora.

O ano acaba e não deixará saudades. O último ano da minha faculdade, o primeiro emprego, o show que eu esperei por 5 anos, todos esses acontecimentos gigantescos acabaram ofuscados por vários fatores. Não preciso comentar o que, pois isso seria expor demais meu coração. A sensação que fica é a de que 2011 foi um ano cheio, mas não me deixou satisfeito. Nem perto disso. Posso dizer que ainda não encontrei o que estava procurando.

O que mantém minha esperança viva é justamente a convicção de que muito precisa mudar, e minha disposição por fazê-lo. É preciso conseguir conseguir uma nova essência e abandonar a antiga, e nesse meio tempo, não tenho nada. Tenho convicção que os próximos desafios, aqueles que citei no começo do texto, não podem ser vencidos pelo meu eu antigo. Ou, pelo menos, não me fazem sentir completo.

É hora de mudar.

Achtung, Baby!


12 coisas para um estudante de Comunicação fazer nas férias

Ahh.. as férias! Por um mês, nada de fichamentos, resenhas, filmes chatos, ou ter o Google como seu único amigo e companheiro fiel. Hora de descansar, viajar, ir no cinema, na balada, putiar, enfim.. Claro que SIM!

Mas férias também são um ótimo momento para você poder se dedicar um pouco do seu preciso ócio para estudar um pouco e manter-se atualizado.. por que não!?

Resolvi criar esse post para passar algumas dicas para os pequenos padawans da comunicação a partir do que eu aprendi em meus 4 anos na faculdade. Pra quem não me conhece, sou estudante do último ano de comunicação em uma universidade pública (Unicamp), sou heavy-user de interet, trabalho com mídias sociais, já fiz muita coisa e também deixei de fazer muita coisa. Tudo isso serviu de aprendizado, e um pouco disso é o que virá a seguir.

Mas é claro que são apenas dicas. Se você deixar de seguir algumas delas não irá nem perder sua oportunidade de estágio e nem será castigado por Deus.

Primeiro, aproveite as férias para se lembrar do ‘por que você decidiu estudar comunicação?’

Ora, você escolheu estudar comunicação porque é isso que você ama, não é verdade!? Se você quisesse dinheiro rápido, teria estudado engenharia; ou se quisesse fama imediata, teria mandado um vídeo pelado/a para o Big Brother. Você precisa amar o que faz.

Lembre-se por que você escolheu estudar comunicação. Essa é uma carreira ampla, e com certeza você curte algumas áreas mais do que outras. Na faculdade te obrigar a ler e escrever o que você não tem vontade; então comece as férias pensando num jeito de finalmente estudar aquilo que você realmente gosta, e que é o motivo por você ter metido o pé nessa jaca.

Uma vez feito isso, vamos as dicas:

1. Crie um blog;

Não, os blogs não morreram, muito pelo contrário. A audiência dessa plataforma só cresce, e está sendo cada vez mais explorada por empresas e pessoas comuns. Um blog pode ser usado como portfólio, como simples exercício, como manifestação etc. Crie um blog pessoal, escreva textos próprios com frequência ou comente textos que você encontra por aí. No blog você tem espaço para mostrar quem você é e o que você sabe fazer, sem limite de linhas ou posts.

Lembre-se: não adianta nada criar um blog apenas para republicar textos. Gere conteúdo próprio! E o mais importante: escreva sobre algo que você gosta.

Em um post mais antigo aqui, já comentei um pouco sobre por que ter um blog e dei algumas dicas de como mantê-lo. Dá uma lida lá.

2. Pesquise e leia na web sobre algo que te interesse;

Vou contar o que costumo fazer: Me interesso por fotografia, um pouco de design, redes sociais, webwriting, produção de vídeo para web.. enfim. E você acha que eu aprendi qualquer uma dessas coisas na faculdade? ¬¬

Acompanho uma série de blogs sobre todos esses temas. Pra não me perder em meio a tanto conteúdo que é publicado diariamente, organizo tudo no Google Reader; afinal, já é hora de você ter mais intimidade com as ferramentas do Google. Não curte? Então use o Delicious para salvar seus links, receber diariamente conteúdos que vão te interessar e ainda recomendar posts para seus amigos. Já tem o novo Google Plus, então fique de olho no Sparks para receber conteúdos que interessam à você. Se quer encontrar novos blogs sobre assuntos que te interessam, use o Google BlogSearch. Ainda pra saber o que está sendo mais falado nas mídias sociais sobre determinado assunto que te interessa, use o Topsy.

3. Familiarize-se com novas ferramentas de comunicação: (Lindedin, SlideShare, Google Plus);

Explorar novas ferramentas de comunicação é algo importante, mesmo que você não tenha interesse em usá-las com frequência. Apenas saber do que elas são capazes e saber como lidar com elas já pode ser um diferencial.

Você está prestes a entrar no mercado de trabalho? Então comece pelo Linkedin, a rede social dos profissionais. Acredite, você NÃO será chamado para dezenas de entrevistas de emprego só por estar lá. Mesmo assim, vale a pena participar e deixar registrado lá o que você tem a oferecer. LinkedIn é uma rede complexa, repleta de ferramentas que muitos usuários até desconhecem.

Ahh.. por favor, se for linkar seu Twitter com seu Linkedin, permita apenas que tweets com a hashtag #in sejam compartilhados também em sua rede profissional. Não pega que bem tweets do tipo “cheguei tão bêbado da festa que nem consegui colocar a chave de casa na fechadura” caiam no Linkedin.

Slideshare – Ta aí uma mídia social que pode ser muito útil para o estudante, porém muitos deles nem lembram que existe. Que tal dar uma olhada nas milhares de ótimas apresentações que estão lá, de graça. Eu, por exemplo, sempre acompanho os slides sobre marketing digital do Interney, um dos meus favoritos.

Google Plus – Conheça a novidade do Google no ramo social. Se vai dar certo eu não sei, mas vale a pena estar por dentro da novidade.

Skoob – Uma rede social para leitores. Lá você monta sua estante com os livros que tem e leu, conta o que está lendo, compartilha trechos de livros, e o melhor: encontra livros sobre os temas que te interessam indicador por quem entende do assunto. Vale a pena dar uma passada por lá de vez em quando.

4. Busque referência e inspiração;

Mais uma vez me usando como exemplo: muitos dos assuntos que eu curto, eu não encontrei na faculdade. O que eu fiz, pesquisei autores e referências na internet. Na web você encontra autores que ainda passam longe de muitos meios acadêmicos, mas que hoje são extremamente importantes. Henry Jenkins, Manuel Castells, Geoffrey Long, Pierre Levy, Lawrence Lessig, entre muitos outros pesquisadores e autores eu conheci e estudei pela internet. Como eu disse, as férias são um ótimo período para você lembrar o que realmente gosta e ir estudar sobre.

5. Crie seu portfólio;

Existem várias maneiras de se criar um portfólio online, de acordo com o seu trabalho e as suas necessidades. O meu favorito é através de um blog, onde eu crio links para minhas redes sociais, divulgo meus trabalhos, comento livremente sobre eles, e ainda divulgo e comento textos que são de meu interesse. Para criar portfólios gratuitamente e com bom apelo visual, recomendo o Carbonmade, Flavors, e por que não!?.. O Tumblr.

6. Trabalhe a sua rede de contatos;

Ninguém apende sozinho, e acredite, você pode aprender até muito mais através de pessoas da sua área de trabalho do que dentro da sala de aula. Principalmente graças ao Twitter, criei uma boa rede de contatos, seguindo pessoas com interesses em comum e iniciando o diálogo com elas. Fiz a mesma coisa participando de eventos, como a Campus Party 2011. Isso se chama Networking, e é muito importante para o seu Q.I. (quem indique).

Aproveite as férias para conhecer boas pessoas para se acompanhar no Twitter, para participar de fóruns de discussão na internet, ou para programar seus eventos no próximo semestre. Tem SUA e Social Media Week vindo aí.

7. Aprenda um software novo.

Você não precisa ser craque em todo o pacote Adobe. Mas garanto que o conhecimento técnico em qualquer software um dia será útil. Baixe tutoriais na internet e aprenda os princípios básicos de um software que você tem muita vontade de aprender, mas nunca teve tempo.

8. Respire outros ares

A vida não é só aquilo que você mais gosta, ou aquilo que aprendeu na faculdade. Que tal  ler um pouco sobre programação, aprender sobre InDesign, colecionar trabalhos artísticos em fotografia, fazer um vídeo para o Youtube…? Arrisque-se um pouco fora do seu lugar de origem para ter repertório e talvez até se interesse por uma nova área.

9. Crie um projeto que seja multimídia

O comunicador precisa saber trabalhar com texto, vídeo e som. Pode ser um blog, uma simples história contada de jeitos diferentes, mas o importante é saber como se comunicar com as mais diferentes mídias. Não é complicado, o importante é que imagens, texto e áudio trabalhem juntos para passar uma mensagem.

10. Faça um curso de curtíssima duração.

Pode ser para aprender a trabalhar num software, uma linguagem de programação, sobre fotografia, edição, enfim.. Online ou presencial. O importante é que haja uma sequência de etapas para serem seguidas. Pode ser uma introdução a um tema amplo, um aprender um conhecimento bastante específico.

Lembre-se: faça um curso sobre algo que te interessa muito.

11. Faça e publique um vídeo no Youtube

Não consigo evitar dar essa dica, afinal faço um curso relacionado ao audiovisual. Porém, saber trabalhar com imagens é fundamento para qualquer carreira relacionada à comunicação. Faça um vídeo sobre algo que você gosta. Pode ser um curta, uma reportagem, uma animação, uma vinheta, um tutorial, um documento da sua viagem de férias etc. Grave, edite e publique. Treine aquele software de edição de vídeo cheio de botões esquisitos que você nem sabe pra que servem com algo simples. Ponto pra quem gerar conteúdo relevante para outros usuários.

12. Não fique escondido.

O sucesso de um comunicador depende de sua habilidade fazer com que sua mensagem chegue ao destinatário e seja compreendida. Comunicação é lidar com públicos, com pessoas, por isso não se esconda no porão da sua casa para estudar, nem guarde tudo o que produzir numa pasta secreta em seu computador. Compartilhe aquilo que produzir e que acreditar valer a pena. A internet é um lugar repleto de gente interessada em conteúdo novo e em conhecer pessoas com interesses em comum. Também é um lugar cheio de especialistas de todas as áreas, que podem conversar com você, fornecer críticas enriquecedoras e estimular ainda mais a sua produção.

Aproveite as férias para gerar e encontrar conteúdo, além de conhecer pessoas interessantes pela rede.

Eu sei que falei mais de internet do que de qualquer outra mídia nesse post. Me desculpem, mas como eu disse, sou heavy-user e entusiasta da web. Mas vale a pena seguir algumas dessas dicas, adaptando para o seu jeito.

Fica aí a dica que alguém que está prestes a terminar a faculdade, mas é um eterno aprendiz de comunicação. 🙂


Google lança nova rede social para bater Facebook

Esse texto foi publicado originalmente e minha coluna no portal itu.com.br.

O gigante da internet, Google, lançou nessa semana sua nova empreitada no universo das Redes Sociais. Parece que o pessoal de Mountain View sentiu-se ameaçado pelo Facebook, que começou a faturar alto com anúncios, e resolveu partir pra briga.

O lançamento da vez é o Google+ (lê-se Google Plus); e a empresa do Vale do Silício aprendeu bastante como “ser social”, depois dos fracassos do Google Wave e Google Buzz.

Google+ é uma nova rede social, semelhante ao Facebook, mas com diversas ferramentas que a tornam diferente das outras. A idéia principal da nova rede, bastante clara no seu slogan é “o compartilhamento da vida real na perspectiva da web”. O Google quer tornar os relacionamentos online cada vez mais próximos dos relacionamentos na vida real, e para isso lançou uma plataforma recheada de ferramentas que visam humanizar as relações virtuais.

Na vida real nossos amigos não são todos iguais. Temos os amigos do colégio, os da faculdade, os colegas do trabalho, aqueles que conhecemos desde os 5 anos de idade etc; bem como dividimos interesses e assunto diferentes com cada um desses grupos de amigos. O Google percebeu isso e trouxe para sua nova rede social o conceito de Circles, que nada mais são que os círculos que amizade que todos nós temos. Com a ferramenta, o usuário poderá segmentar seus amigos, bem como compartilhar textos e vídeos com grupos específicos de pessoas, através de links de interesse. É ótimo para quando você quer mandar para seus amigos aquela piada sobre o time do seu chefe, mas não quer que ele veja.

Além do +CIRCLES, o Google+ apresenta outras ferramentas:

+SPARKS (faíscas, em português) – Semelhante ao Google Reader, o +SPARKS procura vídeos, artigos e posts de acordo com os seus interesses. Totalmente integrado com o CIRCLES, ainda permite que esses conteúdos sejam compartilhados com grupos específicos de amigos, com os quais você divide os mesmos interesses. O sistema sempre trará artigos novos para que você e seus amigos sempre tenham assunto.

+HANGOUTS – Como um Skype integrado, permite que grupos de amigos façam videoconferência entre si. Você precisa apenas encontrar seus amigos que estiverem online e clicar “join this conversation”, que a ferramenta faz o que o Skype é capaz de fazer, só que de graça.

+STREAM – Lembra um pouco o Twitter. No Google+ você não pode publicar conteúdos no mural de outra pessoa. É através do +Stream que você verá o que seus amigos estão postando e comentando.

É claro que a nova rede social também estará disponível para dispositivos móveis, como smartphones e tablets. Os usuários de Android já podem inclusive fazer download do aplicativo para seus aparelhos. O GOOGLE+ conta com ferramentas especiais para esses dispositivos, como o envio instantâneo de uma foto para seu álbum privado, para que depois passa ser compartilhada com seus amigos; o +LOCATION, que permite informar para seus amigos onde você está (semelhante ao Facebook Places e Foursquare); e o +HUDDLE , ferramenta que permite que sejam feitos chats em grupo.

O Google+ é o resultado das mais recentes tendências das tecnologias da internet. Ele trabalha conceitos como os de computação em núvem, na qual os arquivos não são mais armazenados em dispositivos como HDs, mas sim na gigante nuvem da internet; a humanização das relações na internet, com a tentativa de aproximar cada vez mais as pessoas; a geração colaborativa de conteúdo etc.

A novidade pode sim trazer preocupações ao Facebook, que atualmente vem perdendo usuários nos Estados Unidos e Europa, onde a rede parece já ter se estabilizado. É óbvio que qualquer novidade vinda da maior empresa de internet do mundo, o Google, pode ameaçar. Porém, essas duas redes já mostram grandes diferenças, de modo que talvez haja espaço para uma coexistência pacífica. O Facebook tem todo o tempo e grandes mentes trabalhando para que a rede continue se modificando e melhorando, como bem avisou Mark Zuckerberg, que não perdeu tempo e já prometeu algo impressionante para a próxima semana. Além disso, o Facebook oferece muito mais espaço para as empresas, algo que no Google+ ainda não se pode afirmar.

Como faço para participar do Google+? Ainda em fase Beta de testes, o ingresso no Google+ é feito mediante o envio de convites, assim como na época do lançamento do Google Wave e do Novo Orkut. Eles já estão rolando solto pela internet, e se você quer fazer parte da nova ferramenta, é só esperar que um de seus amigos te envie o convite, ou pedir um na própria página do serviço.

Uma vez disponível, o Google+ poderá ser acessado através do botão +You na barra de ferramentas do Google.

Veja o vídeo oficial de lançamento da rede social, divulgado pelo Google:


Como foi o Social Media Brasil #smbr2011

Nos dias 3 e 4 de junho, o edifício da Fecomercio em São Paulo recebeu a 3ª edição do Social Media Brasil, o maior evento sobre Mídias Sociais desse nosso Brasilzão. Alguns dos maiores nomes da área tiraram uma folguinha de seus computadores (..até parece!) e de suas agências e marcaram presença na platéia ou no palco do Teatro Raul Cortez, onde uma tonelada de palestras e debates sobre os mais variados temas aqueceu as mentes da alta Social Media .

E eu, é claro, paguei pra estar nessa aventura pela primeira vez. Acho que o único evento semelhante a esse do qual eu participei foi a Campus Party 2011, já que não pude ir ao Social Media Week. Tá, eu sei que este foi um evento bastante diferente, mas meus propósitos em ambos eram semelhantes.

O mais legal desse tipo de evento é, sem dúvida, a oportunidade de se fazer novos contatos. Conhecer pessoas novas e com interesses semelhantes, além de distribuir uns cartõezinhos de visita. Ou até mesmo, e isso é ainda mais legal, conhecer na vida offline pessoas que você só conhece por avatar. Nos coffee braks e happy hours os @ deixam de existir e as pessoas por trás deles dividem a cerveja com a gente.

Agora.. existem palestras e palestras, né!? No evento as palestras de altíssimo nível alternaram com palestras e debates bastante superficiais e repetitivos. No primeiro grupo coloco: a palestra sobre métricas com Estevão Soares; Facebook com Juliana Lima, Fan Pages com Ruben Quinones, Gerenciamento de crise com Patrícia Teixeira; Social Content com Bruzo Tozzini e Philippe Bertrand entre outras.

Quanto aos bate papos, que aconteciam na sala 2 do evento, tenho várias críticas. Acredito que o tempo de duração reduzido (apenas 40 minutos), somado ao excesso de pessoas no palco em alguns momentos foram fatores que tornaram algumas discussões bastante superficiais, além de que temas que nós que vivemos nesse universo estamos cansados de ouvir eram repetidos em excesso. Aliás, alguns debates mal podem ser chamados de ‘debates’,  já que duravam o tempo bastante para que cada membro da mesa se apresentasse, respondesse 3 ou 4 perguntas e se despedisse. Claro que houve bons momentos, como as participações de Maurício Mota falando sobre Transmídia; Maurício Vargas, criador do site Reclame Aqui; Renato Opice Blum, que abordou cuidados jurídicos envolvendo mídias sociais; além de outros que eu não tive tempo para acompanhar.

Ahh.. e claro que eu não poderia deixar escapar o maior problema do #smbr2011:  a falta de internet. Recebemos um e-mail poucas horas antes do início do evento informando que a empresa responsável pelo fornecimento da rede wi-fi havia cancelado o contrato. Entendo que todo evento tem seus problemas, que não é fácil encontrar uma empresa que dê conta de fornecer uma banda de internet que satisfaça pessoas que trabalham com internet. Nem mesmo a internet ultra-rápida fornecida pela Telefônica para a Campus Party deu conta de todos aqueles nerds sem das umas baleiadas. Mas enfim, todos que pagaram pelo evento, pagaram pela internet, e não receberam nenhuma satisfação em troca. #prontofalei

Parece que as reclamações se estenderam mais do que os elogios nesse meu texto, né!? Mas é assim mesmo, quando a palestra ou o bate-papo é bom a gente não tem muita coisa pra escrever sobre. Só elogiar. E apesar dos problemas, recomendo sim esse tipo de evento, principalmente pela oportunidade única de networking. Recomendo inclusive para meus colegas universitários da área de comunicação: saiam um pouco do campus, interajam com gente que faz parte do mercado, e como diria o saudoso ET Bilú, busquem conhecimento. Às vezes a gente se fecha dentro do círculo universitário, principalmente nós que fazemos parte de uma universidade pública, e acredite: tem muita coisa acontecendo lá fora que ninguém dentro do campus vai te mostrar.

No segundo semestre desse ano teremos edição do Social Media Week, evento gratúito que vai rolar entre os dias 19 e 23 de setembro nas cidades de São Paulo e do Rio de Janeiro. #fikdik


U2, inesquecível.

Entrei no gramado do estádio do Morumbi pela meta onde Marcos defendeu o pênalti na Libertadores de 2000. Talvez um dos momentos de mais alegria da minha vida e da de qualquer palmeirense. Mas dessa vez eu entrava lá para presenciar um espetáculo maior, que deixou para trás qualquer grande vitória, qualquer momento de alegria proporcionado pelo meu time.

A primeira coisa que vi quando entrei pelo portão foi a garra. É claro que meus olhos a procuravam desde o começo do túnel de acesso. Pra quem não sabe do que estou falando, a ‘garra’ é o maior palco já usado por uma banda de Rock. É o palco que dá nome àquela que se tornou, no último dia 10, a maior turnê de uma banda de Rock de todos os tempos.

Todo fã de U2 já conhece esse palco há quase dois anos, desde quando ele foi montado pela primeira vez no Camp Nou em Barcelona. Já está familiarizado com todos os truques e efeitos que surgem daquela torre o do telão circular que já encantaram platéias de quatro continentes. Porém, vê-lo ao vivo é outra coisa. É estranho ser surpreendido pela grandeza de algo pelo qual você acreditava já tem intimidade.

Dalí até a hora da banda subir ao palco foram 4 horas de espera. Horas dedicadas a ouvir histórias de fãs da banda de diversos lugares do Brasil, debaixo de uma chuva nem um pouco bem-vinda. A expectativa durou até os primeiros acordes de Space Oddity, música de David Bowie que serve de abertura para todos os shows do U2 durante a turnê, levantarem as 90 mil pessoas no estádio. Quando os quatro integrantes da banda apareceram no telão o barulho se tornou insuportável. A emoção era indescritível.

Noventa mil pessoas envolvidas, compartilhando o mesmo momento e sendo abraçadas pela mesma emoção. É algo que só uma das maiores bandas de Rock da história consegue fazer. Não é apenas Rock, é U2.

Aqueles que esperavam uma abertura óbvia, com Beautiful Day ou The Return f the Stingrey Guitar foram surpreendidos por Even Better than the Real Thing, clássico do Acthug Baby. Confesso que está longe de ser uma das minhas favoritas, e que talvez a animação de consumiu o estádio fosse fruto muito mais da banda estar ali do que da música escolhida, mas funcionou muito bem.

Só mesmo quem é fã compreende o quanto os momentos que se seguiram no foram históricos, quando a banda começou com os primeiros acordes de Out of Control, primeiro single da banda lançado em 1979 e que não era tocado ao vivo desde 2006. A música evoca um pouco sobre a passagem para a vida adulta, quando temos milhares de sonhos e metas surgindo simultaneamente em nossas mentes. Lembro que só conheci essa música lá pelos meus 18 anos, exatamente quando vivia essa fase, o que fez com que essa música significasse bastante pra mim.

Ouvir o U2 ao vivo é diferente exatamente por isso. Não é só mais uma banda, mais um show, mas um setlist. Cada música era como sentir mais uma vez como eu me senti em alguns dos mais importantes momentos da minha vida. É do U2 a principal trilha sonora de alguns dos momentos mais importantes da minha vida. Lembro de quando comecei a gostar de Rock, ouvindo Elevation lá pelos idos de 2001. De ouvir Electrical Storm durante uma péssima fase pessoal em 2006. Lembro de como Beautiful Day e New Years Day foram dois hinos quando estava tentando me tornar aluno da UNICAMP. De como With or Without You, Hold Me, Thrill Me, Kiss Me, Kill Me e All I Want is You são os sons de alguns ótimos dias, esses bem mais recentes. Enfim, ver os caras que criaram a trilha sonora de alguns dos momentos mais importantes da sua vida ali, a poucos metros de você, fazendo isso ao vivo, é uma emoção única.  Poder compartilhar isso com milhares de pessoas é indescritível.

Sabia a letra de todas as músicas que foram tocadas, até da surpreendente Zooropa, música de 1993 que nunca tinha sido tocada ao vivo. Mais um momento histórico da banda. Além dessa, todos os grandes hinos estavam lá, acontecendo na minha frente: Where the Strees Have No Name, In The Name of Love, I Still Haven’t Found What I’m Loonking For, One, Magnificent, Walk On, Mysterious Ways, Ultraviolet, City of Blinding Lights, Sunday Bloody Sunday, Miss Sarajevo… Todas essas cantadas em coro, de modo como eu nunca antes tinha visto.

Mas e Angel of Harlem, Desire, Stuck in a Moment, New Years Day, Bad, Zoo Station, The Fly, Electrical Storm, The Electric Co., The Unforgettable Fire, One Tree Hill, Bullet the Blue Sky, All I Want is You, Who’s Gonna Ride Your Wild Horses, Stay, Kite, In a Little While, Gone, Miracle Drug, Sometimes You Can’t Make it on Your Own, Tryin to Throw Your Arms Around the World, All Because of You, Original of the Species, Gloria, A Sort of Homecoming, The Hands That Build America, Party Girl, 40, Love Rascue Me, In God’s Country, The First Time, Staring at the Sun, 11 O’clock Tick Tock, Lemon, Yahweh, Surrender, October, Love is Blindness, Wild Honey,… Que outra banda pode se dar ao luxo de deixar tantas canções clássica de fora de um show. Fruto de mais de 30 anos de uma das carreiras mais brilhantes da história do Rock. Queria poder ouvir todas essas ao vivo, mas não conseguiria escolher qual deveria ser substituída no Setlist. Não tem como.

Uma banda que com riffs simples, como os de With or Withot You, consegue emocionar milhares de pessoas. Com as baladas Elevation, Vertigo e Get on Your Boots, músicas de melodia e letra igualmente simples, fazer todo o estádio pular como eu nunca antes tinha visto em outro show.

Depois de sair de lá, acho que nenhum show será como aquele. Talvez eu ainda conheça uma banda que represente tanto quando o U2 representa pra mim, mas ainda parece uma coisa distante. A sensação de deixar o estádio do Morumbi é de missão cumprida, é de satisfação depois de 5 anos de espera. De ter vivido um dos momentos mais importantes da minha vida. Não há banda que faça você se sentir assim em meio a 90 mil pessoas.

É U2.